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O DESAPEGO É O CAMINHO

 – O Irimi Nague em nossas vidas

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Aikido é um caminho prazeroso, no entanto, não é fácil. O desapego é da sua essência, não somente na sua aplicabilidade técnica, mas principalmente no aspecto mental.

O Irimi Nague é um exemplo claro desta afirmação. Deixar passar, ou seja, o desapegar, é fundamental.

No entanto, a constância no caminhar, a evolução e a graduação, são desafios por si só na evolução espiritual. Com apego mental é mais difícil a evolução verdadeira.  Afinal a conquista real está contida na afirmativa Masakatsu Agatsu katsuhayabi – a verdadeira vitória é a vitória sobre si mesmo.

Vemos por aí muitos casos de flagrante desencontro entre evolução técnica, evolução de graus, vaidade, orgulho, e  presunção. O sentir-se importante é um desafio ao caminho.

Então evolui-se em que? ser graduado ou perfeitamente técnico, mas cheio de empáfia? E as lições metafóricas da prática, nada ensinam?

Temos de ter cuidado para não estarmos nos enganando. Enganar aos outros é fácil. Enganarmos a nós mesmos é cruel, pois no dia que a cortina da ilusão abrir, o espírito não trabalhado vai desabar.

Pratiquemos Irimi Nague nas nossas vidas!!!  Nos desapeguemos mais e olhemos mais para os outros. Senão a evolução terá sido somente um engodo a si mesmo, de uma falsa importância e superioridade.

José Ribamar Lopes

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IRIMI NAGE – Finalizando o conflito, reestabelecendo a paz

Conclui no ano passado um Pós Graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Lia na época o livro “Aikido o Desafio do Conflito” de Masafumi Sakanashi, quando pensei se haveria como inserir a filosofia do Aikido na minha monografia. Serviu-me de inspiração também o subtítulo “harmonia no confronto” do Livro “Aikido Shugyo” de Gozo Shioda.

 Nessa linha, encontrei o tema da Mediação Judicial, que pretende ser um instrumento de pacificação do litígio, com objetivo de não somente por fim ao processo, mas restabelecer a pacificação social, através do método de fazer olhar o problema sob o prisma do outro.

À minha mente veio então a imagem do IRIMI NAGE, técnica do Aikido onde as partes iniciam em posições diametralmente opostas, para em seguinda olhar no mesmo sentido, e, a partir de uma confluência de energias, conduzir a um fim benéfico a ambos os praticantes.

Receei, porém, não ser compreendido no formalismo do universo jurídico, de modo que não deixei o Aikido expresso no meu trabalho, senão nos agradecimentos onde fiz referência a O Sensei, por seus ensinamentos que me conduziram naquela empreitada.

No entanto, quando da defesa oral, embora verbalizasse a mediação, visualizava o IRIMI NAGE, que era do que eu realmente tratava.

Ao fim, para minha surpresa, a banca se disse surpreendida pela minha abordagem, que superou a escrita, porque calcada em princípios, dando a nota de 9,5 (nove e meio), para mim, muito além do esperado.

Claro que tive sorte de ter pego uma excelente banca, que me deixou tranquilo para poder expressar-me, além ser composta por membros mais abertos à idéias.

Mas acima de tudo, senti-me muito gratificado em ter podido expressar-me através do Aikido, a arte cuja técnica e filosofia, escolhi para moldar meu espírito e personalidade.

Ribamar Lopes

1° Kyu – Aikido